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Desaquecimento da economia movimenta o mercado de aviões seminovos

Embora pareça não ter afetado o crescimento do mercado de aviação executiva, o desaquecimento da economia brasileira pode estar contribuindo para mudar o perfil das vendas.

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21/01/2015

Desaquecimento da economia movimenta o mercado de aviões seminovos

O Brasil é hoje um dos maiores mercados para a aviação executiva do mundo. De acordo com dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), frota brasileira é a segunda maior do mundo – atrás apenas da norte-americana – e cresceu à média anual de 6,1% entre 2011 e 2013.

Embora pareça não ter afetado o crescimento do mercado de aviação executiva, o desaquecimento da economia brasileira pode estar contribuindo para mudar o perfil das vendas. Conforme a ABAG, em 2013 a frota de aviação geral ganhou 756 aeronaves, das quais 473, ou 62% do total, foram de modelos seminovos.

Apesar de não haver registros oficiais sobre o número de transações que envolvem aeronaves brasileiras – já que tanto a ANAC quanto a ABAG contabilizam apenas as emissões de matrículas nacionais –, o diretor de vendas da Líder Aviação, Philipe Figueiredo garante que o número de negociações com aeronaves seminovas tem crescido desde 2008. “Atualmente, os compradores enfrentam um dilema: muitos precisam investir em um avião executivo para agilizar negócios e gerar mais receitas, mas estão inseguros quanto aos rumos da economia nacional. Nesse cenário, uma aeronave seminova, que demanda um aporte menor, torna-se uma alternativa interessante”, explica.

Representante da Beechcraft e a Bombardier para aviões novos, a Líder é revendedora multimarcas para seminovos. Segundo Philipe, o dinamismo deste setor tem resultado na alta da demanda. “Produtos seminovos abarcam vários perfis. Alguns clientes estão adquirindo a primeira aeronave, outros querem trocar de modelo fazendo o menor investimento possível. Há também aqueles que precisam vender”, afirma.

Falsos corretores

O aumento da movimentação no mercado de seminovos também fez crescer a quantidade de pessoas interessadas em ganhar dinheiro com o segmento. Na internet, é possível encontrar diversos endereços de pessoas e empresas que se identificam como “corretores de aeronaves”. Entretanto, nem todas possuem a qualificação necessária para lidar com essas operações. “É natural que as pessoas procurem entrar em mercados que estão aquecidos, como é o caso da aviação. Mas não se pode negociar uma aeronave como quem vende um produto de menor valor agregado”, alerta Philipe.

De acordo com o diretor da Líder, qualquer aquisição de aeronave precisa ser acompanhada de um trabalho de assessoria, que exige especialistas em aviação executiva. Quando o modelo é importado, por exemplo, é fundamental realizar uma minuciosa vistoria técnica no produto, antes mesmo de o negócio ser fechado e a aeronave deixar o país de origem. Também é preciso cumprir os procedimentos corretos de importação, para evitar problemas com a legislação brasileira.

“Não basta conhecer as especificações técnicas de uma aeronave para poder vendê-la. É preciso entender todas as etapas do processo de compra e venda, para poder oferecer ao cliente o produto mais adequado à sua necessidade, pelo melhor preço de mercado e evitar futuros problemas de ordem técnica e até mesmo legais”, afirma Philipe.

Referência em vendas

Com aproximadamente mil aeronaves vendidas no Brasil, a Líder Aviação possui mais de 56 anos de experiência. A empresa oferece serviços de consultoria aeronáutica e um atendimento personalizado, realizado por especialistas que atuam em todas as regiões do país. No segmento de seminovas, onde é revendedora multimarcas, a Líder oferece o selo ‘Pre-owned Selection’, criado pela empresa com o objetivo de garantir a procedência da aeronave. A partir dele, a Líder intermedia vendas de aeronaves seminovas selecionadas, de ótima procedência e qualidade.

Fonte: Líder Aviação