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Indústria deve entregar mais de 9 mil jatos executivos até 2025

Apesar do atual momento econômico, perspectiva de demanda do Brasil no longo prazo é positiva.

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25/11/2015

Indústria deve entregar mais de 9 mil jatos executivos até 2025

Os fabricantes de jatos executivos devem entregar até 9.200 novas aeronaves nos próximos 10 anos, em contratos que totalizam US$ 270 bilhões. Os números são da norte-americano Honeywell Aeroespace, que acaba de divulgar sua 24ª Previsão de Aviação Executiva Global, estudo que mostra o panorama da aviação de negócios até 2025. 

O Brasil continua em destaque na projeção global, registrando forte intenção de compra de novas aeronaves na pesquisa, apesar dos planos de compra terem diminuído nos últimos anos. “Enquanto os mercados emergentes, como o Brasil, continuam sendo importantes para a aviação executiva no médio prazo, temos visto uma demanda mais fraca em outros mercados-chave, o que pode afetar os pedidos e entregas de curto prazo”, afirma Brian Sill, presidente de aviação geral e executiva da Honeywell Aerospace. “Enquanto o lento crescimento econômico e as tensões políticas estiverem conduzindo uma abordagem mais reservada de compra, vemos operadores investirem em modernizações e atualizações para as suas aeronaves, especialmente em conectividade, aumentando as oportunidades do mercado de reposição”.

No balanço de 2015 são esperadas entre 675 e 725 entregas de novos jatos, um percentual de crescimento de um dígito ano a ano. A melhora nas entregas esperadas para 2015 é em grande parte devida à chegada de novos modelos e a um aumento na fração das entregas de aeronaves.

Para 2016, as entregas devem ser mais lentas, refletindo a demanda mais fraca dos mercados emergentes parcialmente compensadas pelas entregas à fração de operadores. Do total de planos para compra de novos jatos executivos, 19% estão destinados a ocorrer até o fim de 2016, enquanto 17% e 20% estão previstos para 2017 e 2018, respectivamente.

Embora o Brasil ainda possua grande destaque para o segmento, a relação dos BRIC (Brasil, Rússia, India e China) não foi suficientes para uma consideração favorável ao grupo. As pequenas melhorias nas intenções de compra da China e da Rússia, comparadas com o último ano, não são suficientes para apoiar uma melhoria das perspectivas gerais. Desde que a Honeywell começou a destacar os países do BRIC em 2011, o crescimento da indústria tem perdido o impulso, atingindo pouco mais de 21% na pesquisa deste ano. Ainda assim, os países do bloco possuem um perfil forte de demanda em curto prazo, com 48% de intenção de compra de novos jatos programada para os próximos dois anos.

Fonte: Aeromagazine