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O pior já passou

Mais otimista, indústria da aviação mundial acredita na recuperação do setor já em 2010; Europa e Japão devem ser os últimos a se recuperar

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16/09/2009

O pior já passou

 

Um pouco mais animados com o gradual reaquecimento da economia, muitos setores da indústria da aviação mundial preveem uma recuperação já em 2010. Mercados emergentes, representados sobretudo pela América do Sul e Sudeste Asiático, têm exercido um papel importante na retomada do crescimento do tráfego aéreo. Fariba Alamdari, analista de mercado da Boeing, afirma que a China e o Sudeste Asiático já apresentam sinais de melhora, e que os Estados Unidos devem começar a se recuperar ainda em 2009; já a Europa e o Japão serão as últimas regiões a ganhar novo fôlego.

Linhas aéreas de todo o mundo sofreram uma perda coletiva de US$ 8,5 bilhões em 2008 e devem apresentar um déficit de US$ 9 bilhões este ano, segundo a IATA (International Air Transport Association). "Esta é a pior crise enfrentada pela indústria de transportes. Cerca de 2.860 aeronaves ficaram ociosas, o que representa 13% do total da frota mundial", afirma Jamal Saghir, diretor de energia, transportes e água do Banco Mundial. Arnaud Maheu, analista de mercado da Airbus, comemorou os resultados mais recentes da indústria, apesar dos números ainda negativos. "O tráfego aéreo registrou uma queda de apenas 1,2% em agosto", comentou o executivo do fabricante europeu. No entanto, é necessário mais tempo para que a indústria retorne ao seu auge. Para Alamdari, da Boeing, o tráfego internacional de passageiros deve voltar ao seu auge no final de 2010 ou início de 2011, enquanto o tráfego de cargas só deve chegar lá no final de 2011 ou início de 2012.

Mas existem ainda outros desafios. "Um dos maiores problemas dos fabricantes é gerenciar o cancelamento e adiamento de novos pedidos. A Boeing e a Airbus precisam se dar conta de que as companhias aéreas não colocarão novas aeronaves no mercado em 2009 ou 2010". Herdman afirmou. Para ele, a região da Ásia-Pacífico deve manter um crescimento anual de 6,9% nas próximas duas décadas.



Fonte: www.aeromagazine.com.br

Autor: Aeromagazine