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Jetcraft: Crescimento da economia impulsiona vendas da aviação executiva na América Latina

Cerca de 40% da frota deverá ser renovada nos próximos anos.

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31/10/2014

Jetcraft: Crescimento da economia impulsiona vendas da aviação executiva na América Latina

Por Fabrice Roger, Diretor de Vendas da Jetcraft para a América Latina

No último mês de agosto, a indústria da aviação executiva se reuniu em São Paulo para a décima primeira edição da LABACE (Latin American Business Aviation Conference and Exhibition). O fato de que mais de 15.000 pessoas participaram do evento fala por sí só sobre o crescimento do interesse pela propriedade privada de aeronaves executivas na América Latina. Isso é especialmente verdade no Brasil, que é a potência econômica e possui o maior mercado da região, sendo a segunda maior frota privada do mundo e representando mais de 5% do mercado global de aviação executiva.

Mas outros países da região também estão mostrando sólidas taxas de crescimento. Na Colômbia, por exemplo, houve um aumento de 10% na frota de 2012 a 2013. O México também apresentou números impressionantes no mesmo período. Alguns analistas preveem que nos próximos 5 anos a demanda na América Latina irá representar de 18 a 20% da demanda global – ultrapassando mercados tradicionalmente fortes, como o da Europa. Então, quais são os fatores e tendências que estão dirigindo esse crescimento?

Um dos grandes fatores é o crescimento da economia. A América Latina é a casa de muitos novos milionários e bilionários, e eles estão cada vez mais cientes dos benefícios de possuir uma aeronave privada. Além disso, a região como um todo está se tornando mais internacional, com novas oportunidades de negócio, aumentando a necessidade por viagens de negócios.

Outro fator de demanda é a idade avançada da frota, o que significa que as aeronaves antigas deverão ser substituídas por modelos mais novos em breve, e numa taxa maior do que em outros lugares do mundo. De acordo com uma pesquisa feita pela Honeywell, cerca de 40% da frota da América Latina deverá ser renovada com a aquisição de novos jatos executivos na próxima década. Nesse mesmo período, 52% dessas aquisições será feita nos próximos 2 ou 3 anos. Isso se traduz em rápido crescimento no curto prazo.

Outro motivo é o de que empresários têm percebido que possuir o próprio avião muitas vezes é necessário para que novos negócios sejam fechados mais rapidamente. O Brasil, por exemplo, possui um território tão grande quanto o dos Estados Unidos, mas com grandes áreas rurais que não são atendidas por voos comercias e/ou não possuem aeroportos públicos. Isso significa que a aviação privada é realmente necessária para acessar uma grande parte do país.

A conveniência é também um fator. Em uma nação como o México, a economia dinâmica tem fomentado muitos novos e bem sucedidos empreendedores interessados em aviação executiva. Além disso, a conveniente localização geográfica do México faz com que o país seja um mercado chave entre os EUA e os países latino-americanos. Nesses casos, para fazer negócios rapidamente e com eficiência, muitas vezes é necessário possuir um avião ou helicóptero executivo. Os empresários e executivos veem seus concorrentes aproveitarem das vantagens de possuir uma aeronave própria e naturalmente querem usufruir destes mesmos benefícios.

No geral, vemos uma demanda para todo tipo de aeronave na região. Historicamente, jatos médios e leves são maioria na América Latina, mas houve um aumento recente na demanda por jatos intercontinentais como Gulfstream G450/G550/G650, Embraer Legacy 600/650, Bombardier Global 5000/6000 e Dassault Falcon 7X. As necessidades dos clientes latino-americanos é muito diversificada.

O futuro de longo prazo da aviação executiva na América Latina continua sólido. A demanda tem aumentado continuamente, assim como a infra-estrutura, o que ajuda a criar um boom nas vendas, que irá continuar por um bom tempo.

Fabrice Roger, Diretor de Vendas da Jetcraft para a América Latina.
[email protected] +1 305 989 0776

Fonte: Jetcraft
Redação FlightMarket.

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